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Centro Dramático Galego


LENDIA D'ENCANTAR: No limite da dor

QUINTAS DO CAMÕES. Quintas-feiras da língua portuguesa no Salón Teatro de Santiago de Compostela


Georgina, Conceição, Domingos e Luís Moita não são personagens teatrais, são homens e mulheres que viveram momentos muito difíceis como presos políticos, durante a ditadura do Estado Novo. O actor chega a um cenário onde há grades, semelhantes às de uma prisão e começa a experimentar emoções distintas. Sente vozes do passado que se fazem sentir presentes. Vozes que clamam por confessar, aos públicos de hoje, a experiência de uma época passada que volta a ecoar no presente. O actor, veículo de todas as vozes, começa a transitar por uma realidade que quer transmitir às gerações
presentes... Através da técnica e da emoção do actor, apelamos para que não se esqueça o passado, ao mesmo tempo que queremos mostrar às gerações de hoje a dor vivenciada pelos presos políticos do Estado Novo, na defesa do seu ideal de justiça e luta por um mundo e uma sociedade melhores. Com o Limite da Dor, estamos perante uma profunda reflexão sobre a dignidade do ser humano, sobre a resistência, o medo, a humilhação e a dor. E isso, não pode ficar esquecido, ignorado ou ocultado.


Beja
Texto e encenação - A partir do Livro "No Limite da Dor" de Ana Aranha e Carlos Ademar
Encenação: Julio César Ramirez
Interpretação: António Revez
Cenografia Julio César Ramirez
Figurinos: Ana Rodrigues
Banda Sonora: João Nunes e participação de Fernando Pardal
Desenho de Luz e Sonoplastia: Ivan Castro
Operação de Luz e Som: Ivan Castro
Construção de Cenário: Ana Rodrigues | Ivan Castro
Produção: Lendias d’Encantar

camoes


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