Georgina, Conceição, Domingos e Luís Moita não são personagens teatrais, são homens e mulheres que viveram momentos muito difíceis como presos políticos, durante a ditadura do Estado Novo. O actor chega a um cenário onde há grades, semelhantes às de uma prisão e começa a experimentar emoções distintas. Sente vozes do passado que se fazem sentir presentes. Vozes que clamam por confessar, aos públicos de hoje, a experiência de uma época passada que volta a ecoar no presente. O actor, veículo de todas as vozes, começa a transitar por uma realidade que quer transmitir às gerações
presentes... Através da técnica e da emoção do actor, apelamos para que não se esqueça o passado, ao mesmo tempo que queremos mostrar às gerações de hoje a dor vivenciada pelos presos políticos do Estado Novo, na defesa do seu ideal de justiça e luta por um mundo e uma sociedade melhores. Com o Limite da Dor, estamos perante uma profunda reflexão sobre a dignidade do ser humano, sobre a resistência, o medo, a humilhação e a dor. E isso, não pode ficar esquecido, ignorado ou ocultado.